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O tempo esta semana, 1 a 7 de junho, ficará marcado por 3 fases distintas – primeiro o calor no Interior, com nortada no litoral, a seguir uma fase transitória em que o jato polar desce em latitude, e algumas depressões “ameaçam” – sem grande impacto nesta altura do ano, obviamente – e, depois, com a possível transição para um novo bloqueio atmosférico – estas variações são muito comuns neste tipo de regimes atmosféricos, de transição
No fundo será uma semana marcada por algumas nuvens, alguma precipitação 1 ou 2 dias, que serão também mais frios (a previsão de neve nas terras mais altas acabou por ser abandonada mas a temperatura vai descer bem), mas a ameaçar nova viragem para tempo bem mais quente a partir do fim-de-semana
Os modelos meteorológicos são notoriamente maus em fases de transição – com interações que não são bem modeladas, e que fazem toda a diferença – e esta semana haverá duas ou três situações que ainda estão muito indefinidas.- a primeira será perceber como uma depressão que surgirá a Oeste dos Açores evoluirá – se for mais a Norte acabará por interagir com o jato polar, gerando uma ciclogénese a caminho do Oeste Europeu, com chuva/vento forte, enquanto se ficar mais a Sul acabará por (quase) se dissipar
Isso tem muita influência sobre a forma como o anticiclone poderá estender-se mais para Norte, ou não, e a forma como a resposta anticiclónica surgirá sobre o Centro/Norte da Europa – é a segunda dúvida que ainda existe nas previsões – se o anticiclone começar a surgir no Centro da Europa, gradualmente, será uma questão de dias até voltarmos ao mesmo padrão do final de Maio, e o calor intenso surgir, após dia 7
Antes disso, no entanto, a chave para a previsão entre dias 3 e 6 de junho está mesmo em uma ou duas perturbações Atlânticas, e como irão evoluir – parece quase certo que vai chover algo, mas ainda é muito incerto em que locais, e em que quantidades – o tempo em Portugal é sempre muito influenciado por pequenas alterações – continue a ler para mais detalhes desta previsão!

Olhando à carta acima vemos que, em média, o anticiclone ficará centrado a Sudoeste dos Açores, permitindo a aproximação de algumas frentes, associadas às depressões que, em média, circularão à latitude do Reino Unido, ou pouco a Norte
Essas frentes estarão em dissipação, mas podem permitir alguma chuva, particularmente entre quarta e sexta/sábado, e mais a Norte. De momento aponta-se para sexta-feira como o dia com maior probabilidade de precipitação, assim como mais intensa e generalizada (pode mesmo chegar ao centro do país), com temperaturas em queda
Como já referimos, e reforçamos, há dúvidas – o modelo americano GFS não mostra tempo “frio” para a época, continuando a prever valores de 23-25ºc mesmo a Norte entre quinta e sábado. Já os modelos Europeus IFS-ECMWF e ICON-DWD prevêem valores inferiores a 15ºC, o que já é assinalável para início de junho, com uma anomalia superior a 5ºC. É escusado dizer que, de momento, os modelos Europeus são mais fiáveis, embora, por vezes, não sejam os que estão corretos em determinadas situações

Para as Ilhas, e tendo em conta o padrão atmosférico previsto, a estabilidade atmosférica deve reinar, embora nos Açores haja a probabilidade de aproximação de uma perturbação lá para quinta-feira, dia 4 de junho, feriado de Corpo de Deus. Pode chover e haver algum vento, ainda sujeito a confirmação
A Madeira terá uma semana de tempo (geralmente) seco, embora não descartemos a possibilidade de algum aguaceiro ocasional e localizado, especialmente para o final da semana, altura em que o fluxo pode rodar para Noroeste. Ao longo da semana o vento será ocasionalmente intenso
Destacamos assim uma semana estável nos arquipélagos, típica da época, com temperaturas inicialmente acima da média, e depois mais perto do que é habitual no final da semana

PREVISÃO DO TEMPO ESTA SEMANA – 1 A 7 DE JUNHO DE 2026
Antes de avançarmos na previsão, como sempre um agradecimento ao nosso patrocinador – Jardinagem Coelho – localizados na Marinha Grande, especialistas em serviços de jardinagem construção e remodelação de jardins, venda e aplicação de relva sintética e relva natural em tapete! Contactos na imagem!

RESUMO DA PREVISÃO
- Início de semana marcado por tempo quente no Interior, e fresco no litoral (segunda-feira, início de Verão climático)
- Terça-feira com descida de temperatura generalizada, um dia bastante mais fresco, particularmente a Norte e no litoral. Nuvens e possibilidade de morrinha matinal
- Entre quarta e quinta-feira, gradualmente, vai surgindo mais nebulosidade, mas as temperaturas até podem subir um pouco, novamente. Na quinta-feira, principalmente, é provável que haja alguma chuva fraca, em especial no litoral Norte e/ou zonas montanhosas, e seja um dia mais escuro. Destacamos o vento de Noroeste, moderado a forte
- Para sexta, segundo previsões atuais, deve haver alguma chuva, principalmente nas regiões a Norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela, podendo ser algo persistente. As temperaturas podem descer bem, e as máximas podem ser inferiores a 20ºC mais a Norte
- Fim-de-semana novamente mais quente no Interior, principalmente no domingo, mas tendencialmente mais fresco no litoral – com o vento ainda de Norte ou Noroeste. Para domingo há já incerteza considerável, pois há modelos meteorológicos que mostram as temperaturas a subirem repentinamente para valores próximos de 40ºC, novamente
- Nos Açores uma semana praticamente sem chuva, que, a surgir, será provavelmente entre quarta à noite e sexta-feira, caso uma frente consiga atravessar o efeito das altas pressões. Pouca coisa, certamente. Vento geralmente fraco a moderado, talvez aumente um pouco nas ilhas Ocidentais também entre quarta e sexta. As temperaturas variam um pouco, mas ficam ligeiramente acima da média na maior parte dos dias (21-24ºC)
- Madeira com sol, e, tendencialmente, com vento Norte ou Nordeste, moderado a forte. Podem surgir períodos de maior nebulosidade ocasionais, com precipitação pouco provável

Esta semana, e tal como na semana anterior, voltamos a quebrar um pouco o nosso habitual formato de previsão, mantendo apenas a previsão resumida dada a elevada incerteza. Deve recorrer às nossas previsões diárias para obter toda a informação relevante para cada dia!
Acrescentamos também que à medida que os dias se têm aproximado, a precipitação prevista entre 3 e 6 de junho foi bastante reduzida, o que parece ser uma tendência para reforço anticiclónico. Se a tendência se mantiver pode acabar por quase nem chover, e, ao mesmo tempo, o calor chegar, novamente, mais rapidamente. Há muita incerteza na previsão de temperatura nos próximos dias
Por outro lado os modelos por vezes fazem uma espécie de “tira e põe”, em que o cenário inicial é abandonado (um cenário com mais chuva e frio, principalmente entre quinta e sábado), e depois, gradualmente, volta a ser o cenário previsto – por essa razão, se precisa de saber com mais detalhe com o que contar, deve mesmo seguir as nossas previsões

BLOQUEIO ATMOSFÉRICO E CALORÃO NA SEGUNDA SEMANA DE JUNHO?
Parece um cenário que ganha força – a dorsal africana do anticiclone, com ar quente e seco, ameaça surgir novamente, com algo muito parecido com o que ocorreu no final de Maio, e nos trouxe novos recordes de temperatura para o mês em questão
Alguns modelos sugerem o surgimento de temperaturas até 10ºC acima da média de forma gradual, talvez a surgirem em maior força por volta do feriado 10 de junho (dia de Portugal). Nos ensembles essa parece ser uma situação comum (40 a 50% de probabilidade), e tem vindo a ganhar força, pelo que parece ser algo que vai ganhando força de dia para dia
Para terem noção, há apenas 2 dias atrás, os modelos mostrava uma média de temperatura a 850hPA de apenas 14 a 16ºC para o período de 10 a 15 de junho. Atualmente, os vários ensembles (Europeus e Americanos) mostram temperaturas entre 20 a 22ºC na média de previsão. Isso faz toda a diferença, pois o cenário anterior permitia “apenas” valores de temperatura a rondar os 35ºC, enquanto o atual pode facilmente empurrar os termómetros para os 40ºC, e até acima
Dada a insistência de alguns modelos em mostrarem valores ainda mais elevados (já vimos várias previsões com 43ºCº+), e o histórico desta altura do ano, que nos diz que é sempre difícil prever com exatidão, estamos, obviamente, atentos à evolução, que nos pode trazer uma nova onda de calor significativa
Dito isto, ainda tudo pode acontecer – há, também, alguns modelos meteorológicos que ainda mostram a persistência das depressões mais próximo da nossa latitude, e consequentemente o ar mais fresco de Norte a persistir. São cada vez menos, contudo, o que leva a crer que o calor vai mesmo chegar. Seja como for, se não for agora, será em breve – uma onda de calor intenso parece quase certa em junho, como iremos explicar brevemente na previsão mensal – fique atento!

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