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Uma depressão pode trazer uma mudança de tempo depois de 18 de março – talvez com mau tempo – mas há muita incerteza! Nos próximos dias o regime atmosférico dominante será o “NAO+”, com o anticiclone forte, e dominante, levando as depressões para longe – apenas deixará passar uma frente fria na sexta-feira, com alguma chuva, mas será algo passageiro – Contudo a partir de dia 17 o regime atmosférico deve mudar
O modelo mais fiável atualmente (ECMWF) aponta para o mergulho de uma depressão a Oeste do território, abrindo caminho a que o jato polar muito perturbado, com alguma influência de leste (consequências da divisão vórtice polar) consiga alterar drasticamente a circulação – ainda com incerteza, mas começa a vislumbrar-se um cenário de instabilidade, pelo menos temporária, e, talvez, com afastamento do anticiclone
Deve ser referido, no entanto, que este modelo meteorológico, tido por muitos como o “gold standard” das previsões, tem sido insistente em mostrar esta depressão a Oeste do território Continental, forçando um fluxo Sudeste sobre o Continente, com tempo mais quentinho, talvez poeiras, e com a instabilidade mais longe – afetaria principalmente as Ilhas. Contudo, a esta distância, estes detalhes valem pouco – por exemplo os modelos GFS e ICON, por exemplo, mostram cenários diferentes
O importante a reter nesta informação é a mudança que poderá trazer – se, efetivamente, até dia 17 quase não esperamos chuva (apenas algo muito ocasional na sexta, como referido), a partir desse dia teremos de estar atentos ao que poderá surgir, sendo provável instabilidade mais marcada. Há algum sinal estatístico nos vários modelos meteorológicos para o anticiclone migrar mais para Norte – é visto pelo ECMWF e CFS por exemplo, permitindo depressões mais próximas
Como já afirmamos anteriormente, Março não está a ser exatamente o que esperávamos (e ainda bem!), tendo muito menos chuva pois o Atlântico ganhou atividade, de facto, mas o jato polar está bem mais a Norte agora. Ainda assim não afastamos uma mudança para regime chuvoso mais para a frente, dependendo de como tudo isto evolua – continue a ler para uma análise mais detalhada!

DEPRESSÃO NO DIA 18 TRAZ MUDANÇAS – QUAIS OS CENÁRIOS MAIS PROVÁVEIS?
Analisámos diversos modelos meteorológicos para conseguirmos fazer uma previsão mais fiável, a esta distância, e parece haver um (quase) consenso que a depressão que surgirá por volta de dias 17\18 ficará, pelo menos inicialmente, a Oeste do território Continental. Assim conseguimos dizer, com bom grau de certeza que, para as Ilhas, trará instabilidade e descida das temperaturas
Para Portugal Continental estas depressões são difíceis de avaliar, contudo os cenários mais prováveis indicam aguaceiros intensos, particularmente no Centro e Sul, assim como no litoral, numa fase inicial, podendo haver depois um afastamento desta depressão para Oeste, e algo mais seco\ameno. Contudo é provável que esta mesma depressão não termine a Oeste
Mais de 50% dos cenários analisados mostram que a mesma evoluirá a Sul do território – e aí abrem-se duas possibilidades – se ficar mais próxima teremos chuvas e trovoadas… Se ficar mais longe o mais certo é o arrastamento de poeiras, como já ocorreu algumas vezes este mês
Acreditamos mais no cenário com precipitação, desta vez, dado o sinal mais robusto para afastamento do anticiclone para Norte, permitindo que as perturbações circulem mais a Sul. Pode mesmo ser o primeiro sinal do regime atmosférico instável que se prevê para a Primavera com base nas tendências a longo prazo – com o início das trovoadas Primaveris, tão comuns! Dada a complexidade e estrutura previstas para esta depressão não descartamos o surgimento de ventos fortes e\ou trovoadas mais intensas\severas
Se o jato polar marítimo e Continental se unirem (cenário improvável, mas não impossível), poderá, ainda em Março, surgir algo mais chuvoso, de forma persistente. Iremos continuar a analisar esta situação, e a atualizar conforme for necessário! Aproveite alguns dias melhores, e fique atento às previsões para a segunda quinzena de Março!

MARÇO, COMO ESTÁ A SER ATÉ AGORA?
Depois do fevereiro mais chuvoso dos últimos 47 anos, marcado por diversas situações muito complicadas, com grandes cheias, tempestades e inundações – mas que também foi muito mais quente que a média – como está a ser Março? Bem diferente, para já, com menos de 30% da chuva normal em 10 dias (ou seja, para já, abaixo da média)

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