O IPMA (delegação regional dos Açores) nomeou hoje, dia 25 de janeiro, a depressão Joseph, que, e citando o IPMA ” encontrar-se-á centrada às 03h UTC em 53ºN 40ºW, aproximadamente a 1600 km a noroeste (NW) da ilha do Corvo, apresentando uma pressão mínima no seu centro de 945 hPa. “
Esta depressão afetará o arquipélago Açoriano, e, em certa parte, também a Madeira, enquanto uma outra (Chandra) afetará Portugal Continental, com todo o tipo de tempo de Inverno previsto – desde chuva forte a neve, além de mar agitado, vento e trovoadas
Estas depressões terão vários picos de intensidade, e irão gerar sub-núcleos que irão causar agravamentos significativos do tempo, com várias frentes – além de arrastar muito ar frio – a simulação de satélite abaixo ajuda a perceber a provável evolução

DEPRESSÃO JOSEPH – EFEITOS NO ARQUIPÉLAGO DOS AÇORES
Nos Açores este novo ciclone irá provocar rajadas de vento fortes, precipitação intensa, agitação marítima significativa, além de uma descida das temperaturas, e neve nos pontos mais altos das Ilhas (+-1000m)
Está previsto que o pico da tempestade ocorra entre a tarde de segunda-feira, 26 de janeiro, e a o final da tarde de terça-feira, 27 de janeiro, com rajadas bastante generalizadas, e significativas, que podem chegar a 90-110km/h, ou, talvez, um pouco mais nas zonas mais expostas
De destacar, também, a agitação marítima muito significativa, com ondas que podem ultrapassar os 10 metros, na Costa Norte das Ilhas – pontualmente com vagas até 15-18 metros. Este cenário constitui um cenário de risco elevado, razão pela qual o IPMA emitiu já um aviso laranja – podendo emitir aviso vermelho para o período de pico (terça-feira, por volta do meio do dia)
A neve deve, como referido, cair em cotas acima dos 1000 metros a partir da tarde de segunda-feira, podendo deixar a montanha do Pico branca. Apesar de possível, é improvável que possa cair em qualquer outro ponto do arquipélago (talvez nos pontos mais altos da Serra de Santa Bárbara, Terceira)

DEPRESSÃO CHANDRA – EFEITOS EM PORTUGAL CONTINENTAL
Conforme já referido uma outra perturbação evolui no Atlântico, perto das Ilhas Britâncias, e afetará Portugal Continental de forma significativa, afetando uma grande parte do território, começando pela precipitação intensa no Norte e Centro, com destaque para Viana do Castelo, Porto, Braga, Aveiro e Viseu na segunda-feira, e evoluindo para boa parte do território na terça-feira – em regime de trovoadas
Nesse mesmo dia (27 de janeiro) o frio arrastado pelo ciclone irá provocar neve a cotas de 700\900 metros a partir da tarde, além de forte instabilidade. Na mesma circulação pode surgir um núcleo secundário intenso, que pode vir a afetar o litoral entre Viana do Castelo e Lisboa – segundo as últimas previsões – com rajadas bem significativas (madrugada de quarta-feira)
Para já o IPMA emitiu aviso laranja para a precipitação – mas, dadas as últimas previsões, não será de descartar a emissão de um aviso vermelho. Já para o mar, e para já, há um aviso amarelo – mas também podem surgir avisos mais severos – incluindo também um possível aviso vermelho (laranja como mínimo), além de um aviso para neve na terça-feira – dia em que Serras como Gerês, Larouco, Soaja, Peneda, Cabreira, Larouco, Marão, Alvão, Montemuro, Montesinho e Estrela, por exemplo, podem acumular mais de 10-15cm (acima dos 1100m)
Prevêem-se ondas máximas, novamente, superiores a 10 metros! Em comparação com a depressão Ingrid teremos menos ondulação e menos neve, mas mais chuva e mais vento – com efeitos mais severos, particularmente pelo risco de cheias e derrocadas. As previsões completas para esta semana, já publicadas, destacam precisamente esse risco

Na Madeira o risco é menor, e resume-se, particularmente ao mar – como é visível, aliás, pela imagem acima – com ondas máximas perto ou acima de 10 metros. Além disso está previsto que o vento seja por vezes forte, com rajadas máximas nas terras altas, na segunda-feira, por volta de 95k/h nas terras mais altas
Ainda assim é uma situação perfeitamente normal de inverno, que não deve provocar grandes problemas no arquipélago. Além do vento está prevista alguma precipitação, numa situação, também ela, perfeitamente normal
Dado que o anticiclone ainda consegue manter alguma influência sobre a Madeira, esta estará mais resguardada de todas estas situações meteorológicas relevantes nas próximas semanas – enquanto Portugal Continental e Açores sofrem efeitos mais diretos
Iremos acompanhar a situação com toda a atenção. Conte-nos nos comentários abaixo o que acha de todas estas situações meteorológicas que se vão desenrolando nos últimos dias!

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