Monitorização do clima global

Temperatura, oceanos e circulação atmosférica: acompanhe a evolução do clima através de análises, observações e previsões identificadas em cada produto.

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Pulso do clima global

As anomalias utilizam períodos de referência diferentes, indicados em cada produto. Não devem ser comparadas diretamente sem harmonizar essas referências.

Temperatura global

Oceanos e temperatura da superfície do mar

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Análise diária

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Evolução histórica da temperatura do mar

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Circulação atmosférica e teleconexões

Linha contínua: análise histórica. Linhas finas: membros GEFS. Linha colorida: média da previsão. A dispersão representa incerteza; nenhum índice determina sozinho o tempo em Portugal.

RMM1 no eixo horizontal e RMM2 no vertical. Dentro do círculo de amplitude 1, o sinal é fraco. Cinzento: membros; azul: controlo; laranja: média fornecida pelo ECMWF. Este produto é uma previsão, não uma observação atual.

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Indicador: vento zonal médio a 60°N e 10 hPa. Valores positivos indicam vento de oeste; negativos, vento de leste. A classificação como forte ou fraco requer comparação com a climatologia sazonal. Uma inversão do vento, isoladamente, não confirma um aquecimento súbito estratosférico.

Gelo marinho

CO₂ atmosférico

Pontos de viragem do sistema climático

Um ponto de viragem é um limiar além do qual um sistema pode reorganizar-se de forma abrupta ou difícil de reverter. Os processos, as escalas temporais e o grau de certeza diferem entre sistemas.

Oceanos e transporte de calor

Circulação do Atlântico - AMOC

Uma grande circulação oceânica redistribui calor entre o Atlântico Sul e o Norte. O seu enfraquecimento pode alterar o clima regional.

Circulação observada a 26,5°N

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Como funciona: a AMOC combina correntes à superfície e em profundidade, transportando calor para norte. A temperatura e a salinidade influenciam a densidade da água e a formação de águas profundas.

O que pode mudar: o aquecimento e a entrada de água doce podem enfraquecer esta circulação. Uma mudança forte afetaria a distribuição de calor, a precipitação e o nível do mar regional.

Portugal e Europa: os efeitos dependem da intensidade da mudança e do aquecimento global. Uma AMOC mais fraca não significa, por si só, uma nova idade do gelo.

Incerteza: a data de um eventual colapso não está estabelecida. Uma anomalia de temperatura no Atlântico, isoladamente, não mede a força da AMOC.

O que acompanhamos: a intensidade da circulação medida por redes oceânicas, o transporte de calor e as alterações de temperatura e salinidade. A temperatura da superfície do mar é apenas uma parte deste sistema.

Gelo continental e nível do mar

Gronelândia e Antártida

A perda dos grandes mantos de gelo pode comprometer uma subida do nível do mar que continua durante séculos ou milénios.

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Gelo em terra: os mantos de gelo continental são diferentes do gelo marinho representado nos gráficos desta página. A perda de gelo continental acrescenta água ao oceano.

Processos de reforço: na Gronelândia, a redução da altitude do gelo pode favorecer mais fusão. Na Antártida, o oceano pode acelerar a perda de gelo em setores vulneráveis, incluindo partes da Antártida Ocidental.

Escala temporal: uma mudança desencadeada pode produzir efeitos durante séculos ou milénios; isso não implica o desaparecimento imediato dos mantos de gelo.

Incerteza: os limiares e ritmos variam entre regiões e processos. Um único ano de perda de gelo não demonstra que um limiar irreversível foi ultrapassado.

O que acompanhamos: o balanço de massa dos mantos de gelo, a velocidade dos glaciares e a contribuição para o nível do mar. A extensão do gelo marinho não substitui estas medições.

Floresta, chuva e carbono

Floresta amazónica

A combinação de aquecimento, seca, incêndios e desflorestação pode reduzir a capacidade de recuperação da floresta.

Desflorestação anual - Amazónia Legal brasileira

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Um ciclo interligado: a floresta armazena carbono e devolve água à atmosfera através da evapotranspiração, contribuindo para a chuva regional.

O que pode mudar: a perda de árvores e secas persistentes podem reforçar-se, favorecendo a degradação da floresta e a transição de algumas áreas para outros tipos de vegetação.

Incerteza: a resposta varia dentro da Amazónia e depende também do uso do solo. Não existe uma data única e confirmada para uma mudança de toda a floresta.

O que acompanhamos: a perda de cobertura florestal, a duração das secas, os incêndios e a capacidade de recuperação da vegetação. Estes indicadores devem ser analisados em conjunto e ao longo de vários anos.

Solos congelados e libertação de carbono

Permafrost

O degelo dos solos permanentemente congelados permite a decomposição de matéria orgânica e pode reforçar o aquecimento.

Profundidade do descongelamento sazonal

↑ Valores mais altos = descongelamento mais profundo. Profundidade em centímetros; compare medições da mesma estação e de épocas semelhantes.

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Carbono armazenado: quando o solo descongela, os microrganismos podem decompor matéria orgânica antes congelada, libertando CO₂ e, em certas condições, metano.

Mudanças regionais: o degelo pode ser gradual ou abrupto em alguns locais, alterando o terreno, a drenagem e os ecossistemas.

Uma distinção importante: este reforço do aquecimento não equivale a um único limiar global em que todo o permafrost descongela de uma vez. Existem processos e vulnerabilidades regionais diferentes.

Escala temporal: a recuperação do carbono perdido é lenta. A quantidade e o ritmo das emissões continuam sujeitos a incerteza.

O que acompanhamos: a temperatura do solo, a profundidade da camada que descongela sazonalmente e as alterações do terreno. Medir o degelo e estimar as emissões de carbono são tarefas diferentes.

📖 Glossário
AAO
Oscilação Antártica, também designada SAM: variabilidade da circulação nas latitudes médias e altas do hemisfério sul.
Amplitude da MJO
Intensidade do sinal RMM, calculada a partir de RMM1 e RMM2. Valores inferiores a 1 indicam um sinal fraco neste índice.
Anomalia
Diferença entre um valor e a média do período de referência correspondente.
AO
Oscilação Ártica: índice da variabilidade da circulação atmosférica do hemisfério norte.
Climatologia
Estatísticas de referência do clima calculadas para um período identificado.
CO₂ e ppm
Dióxido de carbono atmosférico; ppm significa partes por milhão.
CPC
Climate Prediction Center da NOAA, fonte de análises e índices climáticos.
ECMWF
Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo.
Ensemble
Conjunto de previsões com condições iniciais ou configurações diferentes, utilizado para avaliar a incerteza.
ERA5
Reanálise atmosférica que combina observações e um modelo consistente para reconstruir o estado da atmosfera.
ERSST
Reconstrução histórica mensal da temperatura da superfície do mar.
Extensão do gelo marinho
Área total das células que atingem o limiar de concentração de gelo usado pelo produto; difere da área efetivamente coberta de gelo.
Fase da MJO
Uma das oito regiões do diagrama RMM, associadas à localização e evolução do sinal tropical.
GEFS
Sistema global de previsão por ensembles da NOAA.
GISTEMP
Análise NASA da evolução das anomalias de temperatura global.
Grelha
Divisão geográfica em células usada para representar dados espaciais.
hPa
Hectopascal, unidade de pressão atmosférica. O nível de 10 hPa situa-se na estratosfera.
Membro de controlo
Previsão de referência sem as perturbações aplicadas aos outros membros.
MJO
Oscilação de Madden–Julian: evolução de grandes áreas de convecção e circulação tropical ao longo de várias semanas.
NAO
Oscilação do Atlântico Norte: índice relacionado com a variabilidade da circulação no Atlântico Norte.
Niño 3.4
Região do Pacífico equatorial usada para acompanhar a componente oceânica do ENSO.
NOAA
Agência norte-americana responsável por produtos oceânicos, atmosféricos e climáticos.
NSIDC
Centro de dados dedicado à neve, gelo e criosfera.
OISST
Análise diária da temperatura da superfície do mar por interpolação ótima.
PNA
Padrão de circulação Pacífico–América do Norte.
Preliminar
Dado ainda sujeito a revisão pela entidade produtora.
RMM1 e RMM2
Componentes do índice multivariado usado para representar a MJO.
SST
Temperatura da superfície do mar.
SSW
Aquecimento súbito estratosférico; a sua classificação exige critérios atmosféricos adicionais.
Vento zonal
Componente do vento na direção oeste–este.
Vórtice polar
Circulação em torno das regiões polares, aqui acompanhada na estratosfera do hemisfério norte.